Para Carvalho, apoio de Pezão a Dilma é questão de 'fidelidade'

Em passagem pelo Rio, chefe da secretaria-geral da Presidência cobrou retribuição do governador pela parceria do governo federal com a gestão de Sérgio Cabral no Estado

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

27 Junho 2014 | 19h10

Rio - O chefe da Secretaria-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira, 27, no Rio que o apoio do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) à reeleição da presidente Dilma Rousseff é uma questão de "fidelidade" e de "honrar compromissos". Indiretamente, o ministro cobrou retribuição pela parceria do governo federal com a gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e de Pezão. 

Carvalho afirmou que a presidente estará no palanque de mais de um aliado no Rio, mas apostou na vitória do candidato do PT ao governo do Estado, Lindberg Farias. O ministro esteve na capital fluminense para reunião do Conselho Fiscal do Sesc (Serviço Social do Comércio).

"Nossa relação com Pezão é histórica, de respeito e admiração por parte do presidente Lula e da presidenta Dilma. Há confiança de que ele vai honrar compromissos históricos", afirmou o ministro em entrevista."Ele sabe o quanto o governo federal sustentou o Rio de Janeiro (...) Sabe o quanto ajudou a viabilizar os governos do Sérgio Cabral e dele, do ponto de vista de generosa contribuição, com obras, financiamentos. Conhecendo o caráter do Pezão, não há razão para duvidar do apoio que ele dará para Dilma", disse Carvalho. 

Nesta semana, o Pezão chegou a afirmar que abriria palanque em seu Estado para Dilma, Aécio Neves e para o pré-candidato do PSC à Presidência, pastor Everaldo. Carvalho reconheceu que o movimento "Aezão", que prega o voto em Pezão e Aécio, "causa preocupação". O PSDB e o DEM integram a aliança do PMDB, com o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) candidato ao Senado. "Só podemos respeitar, é da tática eleitoral. Não temos por que duvidar da fidelidade do Pezão", insistiu.

Carvalho elogiou o pré-candidato do PRB ao governo, senador Marcelo Crivella. "Nada nos separa do Pezão nem do Crivella. Agora, eu tenho certeza de que o Lindbergh vai ganhar no Rio. Não vejo problema em Dilma dividir o palanque. Olhando o lado do PT, nos interessa a eleição do Lindbergh", completou. Lindbergh aliou-se ao PSB do candidato a presidente Eduardo Campos, com o ex-jogador e deputado Romário (PSB) candidato ao Senado.

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