Para candidato do PSB em PE acusação a Campos é sórdida

O candidato ao governo de Pernambuco indicado pelo ex-governador e ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB), Paulo Câmara (PSB), divulgou nota neste domingo, 7, qualificando de "sordidez" a inclusão do nome do seu padrinho político "nos desmandos promovidos pelo PT na gestão da Petrobras".

ANGELA LACERDA, Estadão Conteúdo

07 de setembro de 2014 | 18h08

"Poucas coisas são tão sórdidas quanto atacar uma pessoa que não pode se defender", afirmou, ao se referir à citação do nome do ex-governador pernambucano - morto no dia 13 de agosto em um acidente aéreo - pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como um dos supostos envolvidos em um esquema de propina. "Eduardo não está aqui para rebater essa agressão, mas nós - sua família, seus amigos, o povo de Pernambuco - vamos defendê-lo."

"Não vamos aceitar de forma alguma que os nossos adversários - em Pernambuco e em nível nacional - tentem ferir a honra de Eduardo. Qualquer iniciativa nesse sentido será combatida por todos os meios legais", assegurou o candidato - que aparece empatado, nas pesquisas, com o adversário Armando Monteiro Neto (PTB), aliado do PT.

Câmara reforçou o teor da nota da direção nacional do PSB, divulgada no sábado, 6, segundo a qual não há "acusação digna de honesta consideração", mas "apenas malícia" em relação a Campos e frisou que, ainda em 2013, o socialista havia defendido "publicamente uma completa, ampla e transparente investigação das denúncias de corrupção dentro da Petrobras" - inclusive sobre as obras da Refinaria Abreu e Lima, no Estado. Disse ainda que Campos orientou as bancadas do PSB na Câmara dos Deputados e no Senado Federal a votar a favor da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.

"A nossa vitória e a de Marina Silva serão dedicadas à memória de Eduardo", complementou. "E, a partir de janeiro de 2015, a Petrobras começará escrever uma nova página da sua história; a empresa voltará a ocupar noticiário sobre o desenvolvimento econômico e social do Brasil e não mais as páginas dos escândalos e da má administração".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.