Para Cabral, proposta de divisão de royalties é surreal

"Nem Salvador Dali conseguiria fazer algo tão surrealista como a emenda do deputado Ibsen Pinheiro", afirmou hoje o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), depois de sair de uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

MARIÂNGELA GALLUCCI, Agencia Estado

10 de março de 2010 | 14h43

Cabral e um grupo de prefeitos do Rio tentam convencer as autoridades federais de que, se for aprovado, o projeto sobre as mudanças na redistribuição dos royalties pode "quebrar" o Estado e os municípios. Pelo projeto, a partilha dos royalties do petróleo da camada pré-sal seria para os Estados e municípios produtores e não produtores, alterando a regra atual. De acordo com o governador, se o projeto for aprovado, o Rio de Janeiro deixará de receber R$ 5 bilhões e passará a ganhar apenas R$ 100 milhões.

Existe um mandado de segurança no STF questionando o critério de rateio das participações sobre o produto da exploração do petróleo entre os entes federativos. Gilmar Mendes disse ao governador e aos prefeitos que é muito difícil interromper um processo legislativo, mas que o STF vai apreciar o caso. Ele disse que as partes podem encaminhar memoriais ao Supremo, defendendo os seus pontos de vista.

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