Para Cabral, extinção da CPMF foi 'covardia'

Após reunião com Mantega, governador do Rio se disse favorável à volta do imposto

Renata Veríssimo, da Agência Estado

05 Setembro 2011 | 15h23

BRASÍLIA - O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, disse ser favorável à volta da Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF) para financiar a Saúde. Cabral, que esteve reunido com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu um financiamento próprio para o setor de Saúde, assim como existe para a Educação. "Foi uma covardia a extinção da CPMF. Fez muito mal, não ao governo do (ex) presidente Lula, mas ao povo brasileiro", afirmou Cabral. Ele disse que assinará a carta que está sendo preparada por alguns governadores em apoio ao retorno da CPMF. "Claro que assino. Acho fundamental esse financiamento à saúde", afirmou.

O governador argumentou que não é possível financiar a Saúde somente com os atuais recursos arrecadados pelo governo. "O Brasil está expandindo cada vez mais os seus investimentos e é o motivo da alavancagem do crescimento econômico brasileiro", disse. Segundo ele, investimentos como do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Minha Casa Minha Vida têm exigido mais recursos públicos. "O governo brasileiro tem o papel junto com os governos estaduais e municipais de alavancadores da economia brasileira", afirmou.

Ele disse também que não se pode sacrificar a meta de superávit primário para aumentar os gastos da Saúde. "O governo brasileiro tem tido a preocupação com a macropolítica-econômica para garantir estabilidade inflacionária e garantir o crescimento. Quando se fala em superávit primário, não é um palavrão, é um sinônimo de responsabilidade fiscal", afirmou Cabral.

 

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