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Para Cabral, Dilma vetará partilha de royalties

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse estar convicto de que a presidente eleita Dilma Rousseff, do PT, irá manter o acordo sobre a divisão de lucros com os poços de petróleo do pré-sal, firmado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta veta a distribuição igualitária para todos - que foi incluída nos projetos de lei do pré-sal pela emenda Ibsen - e defende o privilégio às cidades produtoras.

GABRIELA MOREIRA, Agência Estado

01 de novembro de 2010 | 14h19

"Vamos ter de ter uma solução específica para recompor o acordo. Não é apenas vetar. Se vetar voltamos ao porcentual atual e o porcentual com a partilha não é bom para o Rio de Janeiro. Já está acordada (a solução). O presidente declarou desde o início: ''Nós vamos cumprir o acordo''. A Dilma declarou: ''Nós vamos cumprir o acordo'', não tem problema nenhum. Acabou o período eleitoral, agora é hora de olhar o Brasil", disse o governador, hoje, na inauguração de uma estação de metrô.

"A partilha é um assunto superado. Já entendíamos que viria. A nossa luta é a perda da participação especial que nós teremos com a aprovação da partilha. Lutamos para que o porcentual do Rio de Janeiro saísse do atual para um maior, em royalties, para compensar a participação especial", disse Cabral, reafirmando que o acordo será cumprido e deixando claro sua expectativa de que o veto se dará ainda este ano. "Nós não vamos pedir nada, esse acordo já está feito. Não crie um factóide após as eleições. O presidente Lula vai vetar."

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