Monica Bento/AE
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Para Bruno Covas, ‘ser vice é querer ser subalterno’

Pré-candidato tucano à Prefeitura de São Paulo diz que não cogita hipótese de integrar chapa liderada pelo PSD de Gilberto Kassab

Jair Stangler, do estadão.com.br

25 de novembro de 2011 | 22h40

O secretário estadual de Meio Ambiente e um dos pré-candidatos tucanos à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas descartou a possibilidade de ser vice em chapa encabeçada pelo PSD. A declaração foi dada na sexta-feira, 25, durante entrevista à TV Estadão.

 

"Você não tem pretensão de ser vice. Político que tem a pretensão de ser vice tem a pretensão de ser um subalterno", declarou. Ele também fez algumas críticas à atual gestão do prefeito Gilberto Kassab - da qual o PSDB também faz parte. De acordo com o secretário, é preciso destacar conquistas como a Lei Cidade Limpa e o projeto Mãe Paulistana, mas, acrescenta que, "se o PSDB estivesse satisfeito, não pensaria em candidatura própria".

 

A questão da candidatura própria tem sido bastante debatida por lideranças tucanas nos últimos dias. O ex-governador José Serra, por exemplo, avalia que o PSDB não tem um nome forte para disputar a Prefeitura em 2012 e defende que o partido apoie a possível candidatura do vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD).

 

Emendas. Bruno Covas comentou ainda o escândalo das vendas de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em agosto deste ano, o secretário concedeu entrevista ao Estado afirmando que recebeu proposta de propina de um prefeito paulistano. Depois, mudou sua versão, dizendo que citou o caso como exemplo.

 

Na entrevista de sexta-feira, o secretário reforçou sua versão de que falou como hipótese e afirmou ainda considerar que o episódio teve um final positivo: "Se o que há contra mim é dizer que eu não aceito recurso de corrupção, então eu estou muito bem".

 

Juventude. O pré-candidato, que tem 31 anos, acredita que sua idade não será problema na hora de ir para a urna. "A sociedade hoje não está tão conservadora quanto em momentos anteriores", disse. Para ele, há disposição para "apostar na renovação, apostar na juventude e apostar no que possa levar a cidade efetivamente para o século 21".

 

Na sua avaliação, "o que um político precisa é ter sensibilidade, é saber escutar a população". Bruno Covas disse ainda que o mote de sua campanha será a questão da qualidade de vida. Segundo ele, é inaceitável que as pessoas tenham de andar quilômetros para chegar ao seu local de trabalho e que falte opções de lazer para a população.

 

Prévias. Além de Bruno Covas, os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura) e José Aníbal (Energia) e o deputado federal Ricardo Tripoli, disputam a indicação do partido. Os quatro se reúnem amanhã com o governador Geraldo Alckmin para discutir as prévias.

 

Os pré-candidatos têm pressionado as lideranças tucanas para antecipar o processo e, assim, garantir que o partido terá candidatura própria. Para Bruno Covas, mais importante do que antecipar a data das prévias, é definir a data e as regras do jogo. "Eu estarei tranquilo se for amanhã ou se for no final de março a data das prévias", disse. Segundo ele, Alckmin pede apenas cautela, mas não se opõe às prévias: "O governador tem dito que o melhor caminho é o diálogo".

 

 

 

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