Para Bornhausen, Lula caminha para política de cooptação

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), afirmou nesta segunda-feira que não acredita na realização da reforma política, durante palestra realizada sobre o tema, nesta manhã , no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). "O próprio fato de o presidente da República deixar a reforma ministerial para depois das eleições das mesas da Câmara e do Senado demonstra claramente que o governo se inclina novamente para a política de cooptação", emendou.Para o senador, é necessário o presidente ter a consciência de que não pode repetir "este grave erro". E continuou: "E se essa decisão do presidente da República de cooptar partidos e integrantes da oposição para partidos da base aliada, nós vamos ter a repetição do quadriênio passado, na qual a cooptação comandada pelo ex-ministro José Dirceu e operada por Waldomiro Diniz deu no que deu e a reforma política não saiu."O ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, foi flagrado negociando propina com um empresário do ramo de jogo em um vídeo - caso que ficou conhecido como Waldogate - e foi investigado pela CPI dos Bingos.Durante o evento que discutiu a reforma política, o senador pefelista disse que para implantar essa medida, é preciso acabar com os chamados balcões de negócios. "Basta ter que vencer o balcão de comércio daqueles que não querem a reforma política", disse, reiterando que alguns não desejam a fidelidade partidária com a finalidade de negociar seus votos em votações importantes no Congresso.Em entrevista concedida após o evento, Bornhausen voltou a falar da disposição de seu partido em fazer a presidência do Senado. "O PFL é o maior partido do Senado e é justo que possamos pleitear (a presidência). Além disso, é uma salvaguarda democrática que equilibra o parlamento nacional, especialmente para um governo que demonstrou ter garras autoritárias."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.