Para Bornhausen, contradição marca início do governo

O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tomar uma "atitude neoconservadora na área econômica" e apontou que "a maior praga" dos cem primeiros dias da administração petista foi a "contradição". Bornhausen criticou o governo ao comentar o documento divulgado ontem pelo Ministério da Fazenda, que elege a responsabilidade fiscal como o compromisso número um da nova política econômica, e a autocrítica de Lula, que afirmou que a esquerda também é conservadora. "O presidente da República tomou uma atitude neoconservadora na área econômica e adotou tudo aquilo que ele dizia que seria desprezado no seu governo, o que de certa forma choca o seu eleitor. Eu acho que daqui a pouco vai ter muita gente pedindo o voto de volta", disse o senador, salientando que o programa da campanha do PT não previa o ajuste fiscal como principal diretriz econômica do novo governo.Ele voltou a atacar as ações do Executivo nos três primeiros meses do ano. "Nesses cem dias que foram comemorados pelo governo, a maior praga foi a contradição, foi o abandono ao discurso de campanha, foi o desrespeito ao eleitor, porque na realidade nós não tivemos, senão paralisia, contradição, retrocesso e imprudência", afirmou Borhausen. Acompanhado de integrantes da cúpula do PFL nacional, como os líderes no Senado, José Agripino Maia (RN), e na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), o ex-vice-presidente Marco Maciel, além de deputados estaduais, federais e prefeitos do partido em Minas, Bornhausen se reuniu pela manhã com o governador Aécio Neves (PSDB), no Palácio da Liberdade.O staff peefelista decidiu dar uma demonstração de unidade após a debandada no diretório mineiro, comandada na semana passada pelo vice-governador Clésio Andrade, e iria prestigiar a posse da comissão provisória que dirigirá o partido em Minas. O deputado federal Eliseu Resende irá presidir a comissão. Além do vice-governador, o PFL perdeu nove deputados federais, três federais e dois secretários de Estado, por isso a visita teve como intenção também negociar a nova participação da legenda na administração estadual.Veja o balanço dos 100 dias do governo Lula

Agencia Estado,

11 de abril de 2003 | 13h15

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