Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Para Bolsonaro, renúncia é a melhor saída

Deputado defende que possível sucessor de Temer seja escolhido por meio de eleição indireta

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2017 | 15h46

Pré-candidato à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) defendeu, nesta quinta-feira, a renúncia de Michel Temer (PMDB) como a melhor solução para crise do País, caso os áudios da conversa entre o presidente com o empresário Joesley Batista, sócio da JBS, confirmem as acusações contra Temer.

“A solução mais indicada é ele renunciar, pois é mais rápido.” Bolsonaro afirmou ainda que, nesse caso, o novo presidente deve ser escolhido por meio de eleições indiretas. O deputado se disse contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da eleição direta. “Não pode ter casuísmo.”

Bolsonaro estava em Florianópolis, em mais uma de suas viagens pelo País nas quais tenta tornar viável sua candidatura presidente em 2018. Por enquanto, Bolsonaro afirmou que não deve ser candidato em caso de eleição indireta. “Não tenho um grande apoio entre os parlamentares e não vou concorrer para pagar um mico.” Somente no caso de ele conseguir reunir apoio suficiente, é que uma candidatura indireta poderia ser apresentada. Por enquanto, Bolsonaro acredita poder contar com apenas uma quinzena de votos de seus colegas.

O pré-candidato afirmou que ficou surpreso com as denúncias contra Michel Temer e o senador Aécio neves (PSDB-MG). “Em 2014, meu antigo partido (PP) quis colocar na minha conta de campanha dinheiro da JBS. Eu recusei. Vi que tinha maracutaia. A contrapartida não era só votar com o governo, era não assinar CPI.  Esse escândalo vai mais longe. Você olha para cara dos caras no Congresso todo dia e vê o que está acontecendo”, concluiu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.