Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados
Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

Para Berzoini 'não há razão' para STF não decidir sobre impeachment no dia 16

Ministro da Secretaria de Governo voltou a defender que processo seja rápido com decisão do Congresso em janeiro

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2015 | 12h59

RIO - O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, afirmou nesta sexta-feira que "não há nenhuma razão" para o Supremo Tribunal Federal (STF) não decidir na próxima quarta-feira, 16, sobre o rito que deve ser seguido pela Câmara dos Deputados no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Berzoini criticou a movimentação da oposição e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante a votação da Comissão Especial do impeachment - quando os oposicionistas foram vitoriosos em votação secreta no Plenário.

"Na última terça-feira, 8, houve uma tentativa de se fazer um rito voltado para alguns interesses específicos", afirmou o ministro depois de participar da solenidade de entrega do Prêmio Finep, no Rio de Janeiro, ao lado do ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, do PMDB.

"Houve uma inovação totalmente antagônica àquilo que prevê o espírito da lei e da Constituição", insistiu Berzoini, referindo-se à votação para a escolha dos integrantes da Comissão Especial. "Queremos que o Supremo possa avaliar se o rito democrático está sendo cumprido ou não. Não há razão para que o Supremo não tome decisão na próxima quarta-feira, 16", afirmou o ministro.

Berzoini voltou a defender que o processo de impeachment seja rápido e disse ter expectativa de que, em janeiro, possa ser tomada um decisão, mas lembrou que dependerá de convocação extraordinária ou autoconvocação do Congresso.

PMDB. Questionado sobre a pressão da ala oposicionista do PMDB para que o partido desembarque o mais rápido possível do governo, o ministro-chefe da Secretaria de Governo disse que não considera esta hipótese.

"O PMDB não está saindo do governo, ao contrário, o ministro Pansera é do PMDB e os demais ministros estão todos integrados no esforço da presidente Dilma Rousseff de retomar o crescimento econômico e estabilizar politicamente o País. Não vejo nenhuma iminência nesta situação", afirmou Berzoini sobre um possível rompimento definitivo do PMDB com o governo.

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