Para Berzoini, é precipitado lançar Palocci para governo de SP

Presidente do PT diz que falar em nomes é inverter prioridades; Lula avisa que ex-ministro é seu candidato

Celia Froufe, da Agência Estado,

07 de março de 2009 | 12h21

O deputado federal e presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou neste sábado, 7, que o PT paulista deve fazer primeiro um bom diagnóstico da situação do Estado, incluindo o atual governo e as áreas críticas, como educação, logística e saúde, para depois abrir debates sobre eventuais nomes que possam concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em 2010.   Veja também: Analista: Collor e Renan ganham força com Sarney Lula avisa PT que Palocci é seu candidato ao governo paulista Marta diz apoiar Palocci, mas não descarta candidatura Nome de Palocci é só uma possibilidade, diz Mercadante Marta diz apoiar Palocci, mas não descarta candidatura   Ao comentar a informação divulgada neste sábado pelo jornal O Estado de S. Paulo de que Lula está pressionando o PT para lançar o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci ao governo paulista nas eleições de 2010, ele emendou: "Acho bom que haja um debate prévio sobre diagnóstico e programa de governo. E, depois, fazer a discussão em torno do nome. Acho que inverter a ordem é empobrecer o debate."   As afirmações foram feitas antes de Berzoini participar do seminário "Um Novo Rumo para o PT", que está sendo realizado na Câmara Municipal de São Paulo e foi organizado por essa corrente do partido.   Apesar da ponderação, o deputado afirmou que o presidente Lula tem opiniões legítimas, as quais são muito respeitadas pelos filiados do PT. "Temos procurado sempre compor com a opinião do presidente, mas o problema agora não é de nomes", reforçou. Apesar de não querer entrar na discussão, o deputado afirmou aos jornalistas que Palocci é uma pessoa com "capacidade e currículo" para ser o candidato do partido.   Berzoini negou também que a preferência do presidente possa ter causado algum mal-estar entre outros eventuais candidatos à cabeça de chapa da legenda nas eleições ao governo de São Paulo. "Não há necessidade de haver mal-estar. Todos reconhecem que Palocci é gabaritado. A questão é não inverter o debate", voltou a defender.   Sobre o envolvimento do nome do ex-ministro da Fazenda em casos de repercussão nacional, como o quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, uma das principais testemunhas do episódio que ficou conhecido como a República de Ribeirão Preto, Berzoini ponderou que tratam-se apenas de acusações e que acusações são feitas muitas vezes com viés de disputa político-partidária.   Na avaliação do presidente do PT, se o debate começar pelo nome do candidato, corre-se o risco de enfraquecimento de uma discussão que, segundo ele, é fundamental para a legenda. "É (preciso) expor ao povo de São Paulo quais são as debilidades do governo Serra e como devemos superá-las." Berzoini ressaltou que o PT é muito alinhado com a posição do governo Lula no que diz respeito ao enfrentamento da crise.          

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