Para Bernardo, troca de ministros não preocupa governo

As críticas da oposição de que a administração da presidente Dilma Rousseff tende a se fragilizar por causa da constante troca de ministros, sobretudo porque muitas dessas saídas ocorreram por causa da suspeita de envolvimento em atos de corrupção, não estão no radar das principais preocupações do governo. "Não estamos preocupados com isso", garantiu o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agência Estado

08 de fevereiro de 2012 | 17h27

O ministro, que conversou com a Agência Estado no final da tarde de hoje, depois de participar do Campus Party, não acredita que o entra e sai de ministros poderá enfraquecer a gestão petista. Na sua avaliação, a população sabe discernir as coisas, tanto que tem atribuído à presidente Dilma Rousseff elevados índices de aprovação, numa referência à mais recente pesquisa Datafolha, que deu à presidente Dilma aprovação recorde, com 59% dos pesquisados considerando o seu governo como ótimo ou bom.

"O governo continua tocando suas políticas públicas e a presidente Dilma tem se empenhado em aumentar os investimentos e a combater os impactos da crise econômica internacional sobre a economia brasileira", explicou o ministro. E frisou: "A população está entendendo isso, tanto que a avaliação da presidente Dilma é positiva. Não estamos preocupados com isso".

Em pouco mais de um ano de mandato, a presidente Dilma Rousseff já contabilizou nove baixas em sua equipe, das quais sete em decorrência de denúncias de corrupção. Dentre essas baixas, estão Antônio Palocci (Casa Civil), Wagner Rossi (Agricultura), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte), Carlos Lupi (Trabalho) e Mário Negromonte (Cidades). Ainda nas baixas estão os ex-ministros Nelson Jobim (Defesa) e Fernando Haddad (Educação), que saiu para disputar as eleições à Prefeitura de São Paulo pelo PT neste pleito.

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