Para atacar guerrilha na Bolívia, Argentina enviou até bombas de napalm

Documento secreto do EMFA diz que os argentinos tinham fornecido pelo menos 100 bombas

Marcelo de Moraes,

10 de agosto de 2013 | 18h56

No monitoramento das ações de guerrilha na América do Sul, os militares brasileiros concentraram especial atenção na insurgência boliviana, considerada perigosa por ter integrantes estrangeiros, incluindo cubanos. Por sua parceria política e ideológica com URSS, Cuba era justamente o principal foco de temores da ditadura na América do Sul.

Apesar do interesse pela movimentação no país vizinho, os brasileiros tinham informações mais precisas coletadas junto às autoridades bolivianas. Mesmo assim, pareciam duvidar de alguns dados valiosos obtidos. Em relato de agosto de 1967, militares brasileiros ainda não acreditavam no relato de que Che Guevara já atuava em território boliviano com o codinome de Ramón. Apesar da descrença brasileira, Che seria morto pelas forças bolivianas apenas dois meses depois.

Se duvidavam disso, os brasileiros já sabiam, entretanto, quais e quantos armamentos estavam sendo fornecidos por países estrangeiros, como os Estados Unidos e a Argentina, para os bolivianos reprimirem os movimentos rebeldes. Documento secreto do EMFA diz que os argentinos tinham fornecido pelo menos 100 bombas de napalm, de 100 quilos cada uma.

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