Para assessores, viagem de Lula deve diminuir desgaste

Depois de um período tumultuado e marcado por episódios desgastantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará dez dias longe de Brasília. Lula viajou na noite de ontem para São Paulo, de onde seguirá amanhã para um giro por Portugal, Inglaterra e Espanha - boa oportunidade para refletir à distância sobre temas como o agravamento da questão rural e a greve marcada pelo funcionalismo federal. Para alguns auxiliares da Presidência da República, Lula está se expondo demais e seu jeito pouco protocolar pode criar mais problemas ao governo. A distância do Brasil pode ser um bom caminho para se garantir mais tranqüilidade na volta do presidente, avaliam esses auxiliares. Ele embarca amanhã para Lisboa, iniciando sua passagem por três países da Europa. No sábado, Lula desembarca em Londres, encerrando sua viagem pelo continente na quarta-feira, em Madri. O presidente será acompanhado pelos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Fazenda, Antonio Palocci, do Desenvolvimento, Luiz Furlan, do secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, e do secretário especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro. Segundo sua assessoria de imprensa, Lula viajará num avião da Airbus, oferecido pela empresa à disposição da Força Aérea Brasileira (FAB), sem ônus para o governo. Nas viagens internas na Europa, será usado o Boeing 737-200 da FAB. A assessoria de Lula informou que a FAB está fazendo testes com aviões que possam oferecer, com menor custo, melhor estrutura para as viagens internacionais do presidente.

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