Para aprovar PAC, ministros vão à Câmara e Lula pede apoio

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá passar por sabatina esta semana. Na tentativa de minimizar resistências e garantir a aprovação do programa no Congresso, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento) vão debater o PAC nesta terça-feira, às 16 horas, em uma reunião aberta no plenário da Câmara. Também nesta terça-feira, ainda na cruzada pelo PAC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reunirá presidentes e líderes dos 11 partidos da coalizão - que formam a base de apoio do governo no Congresso - para discutir o programa. Mantega foi escalado para fazer a apresentação do programa. No encontro, o presidente deve pedir apoio ao conselho político para a tramitação, no Congresso, das medidas provisórias (MPs) e projetos de lei que compõem o programa. As oito MPs do PAC já receberam 728 propostas de emendas, segundo a assessoria da Câmara dos Deputados. O número elevado de emendas às medidas do programa é um indicativo de que o Congresso quer alterações ao PAC para então aprová-lo, o que pode atrasar as votações. O governo não quer que isso aconteça porque, a partir do dia 19 de março, as medidas do PAC que não tiverem sido aprovadas ganham prioridade de votação e passam a trancar a pauta da Câmara. Nesta quinta-feira, 15, é a vez do Senado receber explicações sobre o programa do crescimento. Dilma Rousseff participará de audiência pública na Comissão de Serviços de Infra-estrutura da Casa, às 11h30. O PAC inclui oito medidas provisórias e cinco projetos de lei que dependem de aprovação da Câmara e do Senado. O PAC foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 22 de janeiro deste ano e prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010 em infra-estrutura: estradas, portos, aeroportos, energia, habitação e saneamento. O objetivo é destravar a economia e garantir a meta de crescimento de 5%. Ministério Lula está negociando o apoio dos partidos ao PAC ao mesmo tempo em que monta o chamado "Ministério da coalizão", entregando cargos na Esplanada aos partidos e facções que passaram a apoiá-lo. "Há três dados novos para montar o Ministério: entra no governo uma metade do PMDB que fazia férrea oposição; entra o PDT que é um partido médio de porte, e formou-se uma coalizão política, na qual os partidos são sujeitos", disse a jornalistas o ministro Tarso Genro. Em audiência com o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), na última segunda, Lula disse que vai contemplar as duas alas do partido: a de Temer, que aderiu no segundo mandato, e a do presidente do Senado, Renan Calheiros, que negociou seu apoio durante a crise do mensalão, em 2005. Lula também receberá, nesta terça-feira, o presidente e os líderes do PDT e, depois, os do PP, para discutir a participação dos dois partido na esplanada. O PP tem hoje o Ministério das Cidades. O PDT teve o de Comunicações, em 2004, até romper com o governo.

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