Para analista, desafio do PFL é reverter declínio eleitoral

O cientista político Jairo Nicolau, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), diz que o maior desafio do PFL vinha sendo o seu contínuo declínio nas últimas eleições - foi mal nas eleições de 2002, 2004 e 2006. Outro desafio, para Nicolau, é que a agenda social forte e permanente no Brasil não permite a consolidação de um partido à direita do espectro ideológico. ?Não há espaço para os conservadores, como na Europa?, avalia.Segundo ele, os partidos que se alternam no poder, o PT e o PSDB, são ambos social-democratas. ?Um não tem coragem de confessar e o outro se satisfaz com uma versão aguada?, analisa. Isso não deixa espaço para outros partidos, avalia Nicolau, para quem a maior dificuldade do novo PD será localizar uma doutrina política aceitável para nortear seu discurso e uma fatia do eleitorado onde assentará sua influência.O cientista político Celso Roma, da Universidade de São Paulo (USP), avalia que a manutenção da mesma direção nos últimos 15 anos foi um fator de imobilização para o PFL. Para ele, as mudanças estatutárias feitas em 1993 e 1999 - desobrigando os parlamentares de seguir as orientações partidárias - contribuíram para enfraquecer o vínculo entre o partido e seus filiados com cargo de representação. Por último, Roma registra que os filiados do PFL sem cargo não têm nenhuma participação nas decisões, o que desengaja essas pessoas.

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