Para americano, cinema é uma estética política

Perfil: Oliver Stone cineasta americano, ganhador de três oscar

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2010 | 10h28

Oliver Stone ganhou seu primeiro Oscar - de roteiro - por O Expresso da Meia-Noite, no qual o diretor Alan Parker narrou a odisseia de um jovem norte-americano nas prisões da Turquia. Vieram depois mais dois Oscars - de direção - por Platoon e Nascido em 4 de Julho, que integram uma trilogia sobre a Guerra do Vietnã, na qual Stone reconstituiu a própria experiência no Sudeste Asiática.

 

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O cineasta, num certo sentido, é a exceção num cinema hollywoodiano que quer ser, acima de tudo, diversão. Para Stone, o cinema é uma estética política e ele não abre mão disso.

 

Sua trilogia sobre os presidentes norte-americanos - JFK, a Pergunta Que Não Quer Calar, Nixon e W, sobre George W. Bush - cobrem décadas da história dos Estados Unidos e abarcam períodos importantes. As mudanças no começo dos anos 1960, o Vietnã, Watergate, o pós-11 de Setembro.

 

Outros roteiros tratam de conflitos na América Central - Salvador - e, agora, com Ao Sul da Fronteira, Stone dirige sua câmera para os políticos "bolivarianos" (Hugo Chávez, Evo Morales, Lula, etc.), que estão construindo outra etapa da história latino-americana.

 

Suas incursões pelo universo das finanças - Wall Street e Wall Street 2 - tocam em feridas profundas das economias neoliberais. Stone está longe de ser uma unanimidade. World Trader Center (As Duas Torres) foi chamado de patriótico, W não foi suficientemente crítico contra Bush, Wall Street 2 reabilita Gordon Gekko, o personagem emblemático de Michael Douglas, Ao Sul da Fronteira está sendo considerado pró-Chávez (mas é mais contra a imprensa norte-americana subserviente a Bush Jr.). Stone erra e acerta. Provoca. Sua obra tem a marca da contemporaneidade.

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