Para Alves, articulação do governo na votação de MPs foi 'um vexame'

Presidente da Câmara, do partido aliado de Dilma, critica dificuldade para votar medidas provisórias; textos passaram na Casa, mas não no Senado

atualizada às 14h33, Bernardo Caram - Agência Estado

29 de maio de 2013 | 13h36

O Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) criticou nesta quarta-feira, 29, a dificuldade de articulação do governo com os parlamentares. "De 420 deputados que compõem a base, o governo não consegue colocar 257 numa sessão importante, decisiva, na segunda feira à noite. Tem que se tirar razões, tirar lições, para que nós possamos nas próximas não passar por isso, que foi um vexame", afirmou.

 

Alves se referiu à dificuldade do governo a mobilizar sua base para votar a Medida Provisória 605, que permitiria a transferência de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para o pagamento das usinas térmicas, o que tornaria possível a redução do custo da energia elétrica prometida pelo governo federal.

 

No Senado, as MPs 605 e 601 (que concede desoneração ao setor produtivo) não foram votadas. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), cumpriu a promessa feita aos senadores de não votar MPs com menos de sete dias de prazo para discutir os textos.

 

O presidente da Câmara voltou a dizer que serão avaliadas propostas que mudam o rito de apreciação de MPs. Segundo Alves, os parlamentares na Câmara também reclamam do prazo curto e as MPs ficam por um "prazo muito longo" nas comissões mistas, o que dificulta o trabalho da Casa.

 

Alves criticou o excesso de MPs que chega à Casa, mas ponderou que isso não é um problema apenas do governo Dilma Rousseff. "O que nos compete fazer é melhorar o rito da sua tramitação para apreciação de melhor qualidade com mais tempo, tanto nesta Casa quanto no Senado, disse.

 

 

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