Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Para ser apoiado pelo governo, precisa ser parte da estrutura de apoio', diz Meirelles

Ministro ironizou possibilidade do governo apoiar Geraldo Alckmin para Presidência da República em 2018

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2017 | 20h29

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), ironizou nessa segunda-feira, 18, em entrevista ao programa Conexão Estadão, na Rádio Eldorado, a possibilidade do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ser candidato à Presidência da República em 2018 com apoio do governo e dos partidos aliados da base do presidente Michel Temer.

"É uma posição interessante, para dizer o mínimo, estar fora do governo por questões eleitorais, mas querer apoio na eleição. Para alguém ser apoiado pelo governo, precisar ser parte da estrutura de apoio a ele”, disse o ministro.

Meirelles afirmou, porém, que, “dito isso”, Alckmin pode ser o candidato do centro no ano que vem. Questionado sobre a posição dos tucanos no debate da reforma da Previdência, o ministro cobrou que o fechamento de questão favorável da bancada PSDB seja revertido em votos no plenário.

 

"Não há dúvida que o fato do PSDB ter decidido à favor da reforma da Previdência é positivo. Mas depois é aquela velha história: precisa ver o número de votos efetivo no plenário”.

Filiado ao PSD, o titular da Fazenda afirmou que vai decidir no final de março ou começo de abril se vai disputar o Palácio do Planalto. Apesar de aparecer com 2% das intenções de voto nas últimas pesquisas, Meirelles afirmou que a chance real de vencer a eleição será o fator decisivo.

“Não há dúvidas que o candidato precisa ter chances reais de ganhar a eleição. Nenhum partido grande vai fazer lançamento de candidato que não vai ganhar. Isso será o fator da minha decisão até abril. Ninguém vai se candidatar achando que vai perder”.

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