Para Alckmin, reforma pode chegar próximo do ideal

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse hoje que os governadores apóiam o texto original da reforma tributária e que é preciso esforço para que o texto esteja próximo do que se propôs. "Se não é o ideal, então pode-se fazer um esforço para chegar bem próximo desse ideal", afirmou em resposta ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que pela manhã disse em entrevista ao Bom Dia Brasil, da Rede Globo, que a reforma não será como foi idealizada pelos governadores e que "em nenhuma negociação alguém leva tudo o que quer".Amanhã a reforma tributária começa a ser discutida pela comissão que representa os governadores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Palocci. Fazem parte do grupo que representa as cinco regiões os governadores de Minas, Aécio Neves (PSDB), do Rio Grande do Norte, Wilma Faria (PSB), do Amazonas, Eduardo Braga (PPS), de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB). Alckmin disse que não irá a reunião porque é um evento dirigido a comissão de governadores.Alckmin reiterou que será um avanço a redução de 27 legislações estaduais do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para uma única lei nacional e a redução das 44 alíquotas para as 5 alíquotas que passarão a vigorar em todo o País. Para o governador paulista, a discussão da cobrança origem-destino do ICMS deve ficar para depois. "Continuo a defender que origem-destino só poderia ser discutida agora com uma reforma ampla que incluísse o ISS no ICMS que resultaria no Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), como previa a proposta do deputado Mussademes. Se isso não for feito ficará para depois." O governador vistoriou as obras do rebaixamento da calha do Rio Tietê no início da tarde.

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