Para Alckmin, PT tem medo das urnas

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse hoje que a questão envolvendo a sua candidatura ao governo do Estado já foi esclarecida: ?O Tribunal Superior Eleitoral decidiu por 7 a 0", afirmou. Dessa forma, Alckmin entende que a decisão do PT de levar o problema ao Supremo Tribunal Federal (STF) "é uma demonstração de que estão com medo das urnas, com medo do povo". Alckmin disse que o Supremo "está presente no TSE, que é formado majoritariamente pela por ministros do STF", e crê na confirmação da decisão anterior. Geraldo Alckmin rebateu também a proposta do PT de comparar, na campanha eleitoral, seu governo ao de Paulo Salim Maluf (PPB): "Isso mostra uma visão de que quem não é de nosso partido, não presta, todos são iguais". Para ele, "é uma política atrasada, é o velho sectarismo: quem não é do meu time, não tem valor".A idéia da formação de um colegiado pelo PSDB para a escolha do candidato à presidência da República foi bem recebida pelo governador paulista: "Quanto mais se abre o debate, melhor", disse ele. "A discussão deve ocorrer em março ou abril e é sempre positivo ter um conselho político junto ao Diretório Nacional, pois quanto mais o partido ouvir, quanto mais democratizar a decisão, mais legitimidade terá o candidato e melhor a escolha". Ele explicou que esse conselho vai discutir e até estabelecer os critérios da escolha.JurosAlckmin (PSDB) disse também que irá encaminhar ao presidente Fernando Henrique Cardoso, por escrito, sua preocupação com os juros altos. "O Brasil se descolou da Argentina, está com pressupostos macro-econômicos mais sólidos e é importante que sinalize para uma redução na taxa de juro para ativar mais a economia, criando empregos, renda". Para ele, "há espaço para essa redução dos juros e é preciso ousar mais".Sobre os precatórios, grande preocupação do governo estadual, Alckmin informou que sua administração pagou só neste ano R$ 750 milhões em precatórios, "um forte recorde". Ele comentou que todos os pagamentos deste ano estão "rigorosamente em dia", e que aguarda a aprovação de emenda pelo Congresso Nacional que possibilite o pagamento dos precatórios alimentares na frente dos demais. "Esses precatórios de pequeno valor representam mais de metade do total, e vamos limpá-los assim que a emenda for aprovada".Os precatórios de grande valor, como o do Parque Villa Lobos, de R$ 1,38 bilhão, também estão em dia, disse Alckmin. "Infelizmente, a gente tem que cumprir decisão judicial", reclamou Alckmin. Ele informou que o governo está recorrendo de quase todas as decisões desses precatórios, principalmente os ambientais da Mata Atlântica. "Em alguns casos estamos conseguindo rever decisões transitadas em julgado, pois há casos absurdos, especialmente com os precatórios ambientais superavaliados?.O governador reclamou também dos juros moratórios e compensatórios: "É outro absurdo: imagine, com a moeda estável, pagar 12% de juros moratórios, 6% de juros compensatórios e mais a correção monetária". Para ele, "isso forma uma bola de neve".

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