Para Alckmin, não há chance de perder a convenção

Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin abandonou ontem o discurso diplomático em relação à disputa dentro do partido e disse que não há possibilidade de perder a convenção, no próximo domingo, para o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Duas chapas serão apresentadas no encontro, uma com Kassab como candidato a ser apoiado pela sigla e outra que propõe candidatura própria com Alckmin."Não tenho dúvida de que na segunda-feira o PSDB terá candidato próprio", afirmou o tucano ao discursar no evento de apresentação de mais um aliado, o PHS, à sua coligação, já apoiada por PTB, PSDC e PSL.Esse foi o primeiro compromisso público do ex-governador depois que um grupo dissidente do PSDB - formado por 11 dos 12 vereadores do partido na capital e tucanos que integram o governo municipal - apresentou a chapa pró-Kassab. Alckmin evitou críticas e reagiu com ironia ao movimento encampado pelos kassabistas. "Enquanto o pessoal vai discutindo, nós vamos avançando. Hoje (ontem) demos mais um passo com um quinto partido na coligação." E emendou: "Essa disputa me faz o melhor candidato. Coisas de mão beijada não têm a mesma força." O tucano também negou que esteja torcendo por um recuo dos kassabistas. "Não vejo nenhuma razão para desistir. Nós queremos ouvir o partido. Deixa o partido falar. Não tem problema", disse. Mas mandou um recado aos dissidentes. "Agora, decidido no domingo, é todo mundo junto para trabalhar pela cidade." Sobre a possibilidade de ser abandonado na campanha por tucanos que estão no governo municipal, ele adiou a resposta. "Vamos deixar cada coisa a seu tempo."?PRESSÃO?A exemplo de seus correligionários, Alckmin disse ter recebido informações de militantes do partido sobre pressão do grupo dissidente para apoiar a chapa pró-Kassab."Acho que essas coisas já deveriam estar abolidas da política brasileira. Não tem cabimento numa cidade mundial como São Paulo pressão sobre gente simples, humilde, delegados, constrangimentos", criticou.O secretário de Esportes, Walter Feldman, defensor do apoio a Kassab, negou qualquer tipo de coação. "Repudiamos isso. Ninguém de nós usou esse tipo de método", reagiu.

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