Para Alckmin, mudanças não afetam reforma da Previdência

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que as mudanças no projeto de reforma da Previdência não comprometem a reforma. Ele reiterou apoio ao projeto. "Sempre defendemos a proposta original, mas precisamos ter tranqüilidade. Tivemos uma dificuldade (as mudanças) e ela foi superada. Não comprometem a reforma; continuamos a apoiá-la", comentou. "Não tem apoio pela metade".Alckmin disse que foram feitas todas as simulações em São Paulo e que as alterações do projeto de reforma em relação ao texto original não trazem resultados diferentes nos próximos 15 anos. "Os resultados são parecidos nos primeiros 15 anos. Depois deste período, os déficits são maiores. Mas comparativamente à situação atual, ela tem avanços", afirmou o governador, que defendeu a importância da realização da reforma.Na avaliação de Alckmin, o fato de o resultado ficar aquém do desejado a partir do 15.º ano da implantação da reforma não significa que ela não deva ser feita. "Não tem reforma definitiva", comentou.CompensaçãoAlckmin reiterou que não haverá compensação aos Estados na reforma tributária em razão da inclusão da paridade e integralidade previstas na reforma da Previdência. "Não tem compensação", garantiu. Perguntado se buscaria essa compensação junto ao governo federal, respondeu: "Essa não é a minha postura. São duas reformas e ambas são importantes. E que precisam ser avaliadas não como compensação uma da outra, mas por si própria, pelo significado que têm.Alckmin acrescentou que a reforma da Previdência não é feita para os governadores, mas sim para a sociedade e para o País. Ele disse considerar que apesar das mudanças em relação ao texto original a reforma trará avanços. "Comparando com a situação atual, o avanço é significativo", avaliou.

Agencia Estado,

17 de julho de 2003 | 18h25

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