Para Alckmin, é correto TSE manter verticalização

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), considerou "correta e constitucional" a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomada nesta sexta-feira, de manter a verticalização nas coligações para as eleições deste ano. De acordo com Alckmin, o TSE não entrou no mérito da decisão do Congresso Nacional, que aprovou o fim da verticalização, mas avaliou o princípio constitucional de que não pode haver mudança nas regras eleitorais menos de um ano antes da votação."Acho que a mudança (feita pelo Congresso) é correta, mas há um princípio constitucional mais alto; a decisão do Congresso vale, mas ela valerá para outra eleição", disse o governador.Alckmin elogiou outra decisão do TSE, a de autorizar apenas doações em cheque cruzado ou transferência bancária aos partidos nas eleições, proibindo as doações em dinheiro. "Dinheiro precisa ser contabilizado, dentro da lei, e é assim que se faz política", comentou o governador paulista.Candidato tucanoO governador voltou a pedir calma quando indagado sobre a decisão do PSDB em relação ao nome que será o candidato a presidente da República. Disse que o importante é o PSDB estar unido, e justificou a antecipação do debate dentro do partido sobre a escolha entre ele e o prefeito de São Paulo, José Serra, ao fato de os ocupantes de cargos públicos terem de renunciar no final deste mês, para serem candidatos."A convenção é só em junho e a campanha, por lei, só a partir de julho; mas isso se antecipou em decorrência do prazo de desincompatibilização", disse Alckmin. "Eu cumpri todas as etapas dentro do PSDB, coloquei meu nome à disposição do partido e estou animado. É óbvio que quem o partido escolher terá meu apoio e eu espero que seja o Alckmin", completou.Mais tarde, em São José do Rio Preto, o governador que os tucanos paulistas foram precipitados ao escolher o dia 10 de março como prazo final para o partido se decidir sobre quem será o candidato a presidente da República. "O prazo tem de ser o mínimo possível, mas não há como escolher uma ´data limite´, porque essas decisões, como tudo em política, surgem somente depois de muitas conversas", declarou.Além de criticar o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - o qual voltou a chamar de "anti-Juscelino" e a quem pediu "pé no acelerador" - Alckmin elogiou o PMDB, mas considerou difícil que o partido se alie ao PSDB, ao menos no primeiro turno das eleições presidenciais. "O PMDB é nosso primo, porque nós todos somos originários do antigo MDB, mas o PMDB terá candidato à Presidência da República", disse.Em ritmo de campanha, Alckmin visitou Ribeirão Preto (SP) na manhã deste sábado para entregar um helicóptero ao Programa de Radiopatrulhamento Aéreo e das obras da reforma de uma ponte.Texto atualizado às 17h26, com informações de São José do Rio Preto

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.