Edilson Rodrigues|Agência Senado
Edilson Rodrigues|Agência Senado

Para alas do PMDB e PSDB, Gustavo Rocha não tem 'estofo' para assumir a Justiça

Subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil é cotado para chefiar pasta disputada por aliados do governo

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2017 | 14h30

BRASÍLIA - Na lista dos cotados para assumir o Ministério da Justiça, após a confirmação nesta quarta-feira, 22, da indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF), o subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, é visto por integrantes da cúpula do PSDB e parte da bancada do PMDB da Câmara como um candidato que não tem “estofo” para a vaga.

De parte dos tucanos, a avaliação é de que Rocha, apesar do bom trânsito que tem no Palácio do Planalto, não tem “musculatura” para substituir Moraes, que até a indicação para o STF era filado ao PSDB.

Do lado da bancada do PMDB da Câmara, o surgimento do nome de Rocha como um dos cotados é visto com um “balão de ensaio” e que falta “estofo” para o auxiliar palaciano para ocupar o ministério. Os deputados da legenda irão insistir na condução de Osmar Serraglio (PMDB-PR) para o posto.

Apesar das resistência de alguns setores da base aliada, o subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil tem um histórico de serviços prestados ao PMDB, que incluem a defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

A relação entre os dois foi confirmada pelo próprio advogado em sabatina realizada em maio de 2015, quando foi aprovado para ocupar uma cadeira no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). "Agirei com a isenção e a imparcialidade necessárias. Vossas excelências podem ter certeza disso" — assegurou Rocha por diversas vezes durante a sabatina. 

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