Para AGU, Maluf deve ser investigado pela Prefeitura

Advocacia-Geral da União (AGU) não vai intervir na investigação sobre a suposta existência de fundos em nome do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) na Ilha de Jersey. Para a AGU, quem deve tomar posição é a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Negócios Jurídicos e da Procuradoria-Geral do Município. A avaliação é uma resposta a ofício do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, enviado ao advogado-geral da União, Gilmar Mendes. Brindeiro consultou Mendes "sobre a possibilidade de contratação de advogado para que possa intervir no procedimento já instaurado no estrangeiro, em defesa dos interesses" do Brasil. A Advocacia da União entende que a iniciativa cabe à Prefeitura, porque "está em jogo o patrimônio público municipal". A decisão foi recebida com reservas pelos procuradores federais que rastreiam ativos de Maluf na Suíça e na Ilha de Jersey. Pedro Barbosa Pereira Neto e Denise Neves Abade consideram que a Advocacia da União deveria ingressar nos autos "como parte civil, uma vez que há claros indícios de lesão ao patrimônio do Estado". Para eles, a União deve intervir nos procedimentos abertos por autoridades de Jersey e Genebra, "a exemplo do que ocorreu na investigação das contas no exterior em nome do juiz Nicolau dos Santos Neto". Ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Nicolau está preso sob acusação de liderar o desvio de R$ 169,7 milhões da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo.

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