Beto Barata/Estadão
Beto Barata/Estadão

Para Aécio, PT está 'aflito' com 2014

Tucano defendeu legado de Fernando Henrique Cardoso e ironizou o fato de Lula ter dado continuidade à política econômica do PSDB dizendo que petista não deveria brigar com a história

Erich Decat e Débora Álvares , Agência Estado

31 de outubro de 2013 | 14h41

Brasília - O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), sugeriu que o ex-presidente Lula não "brigue" com a história ao rebater, nesta quinta-feira, 31, as declarações do petista, que disse que no governo de Fernando Henrique Cardoso o País teria quebrado e criado um ambiente de insegurança para os brasileiros. Para o tucano, o PT demonstra "ansiedade" em relação à campanha presidencial de 2014.

"Vejo o PT hoje muito ansioso e aflito duvidando das condições da presidente da República, que acho que não são boas. Se alguém tem hoje efetivamente um conflito interno é o PT", disse o senador.

Aécio, que participou de um evento do PSDB do Distrito Federal na tarde desta quinta-feira, 31, "se não houvesse o governo do Fernando Henrique, com a estabilidade econômica e com a modernização da economia, não teria havido sequer o governo do presidente Lula".

Após cerimônia em comemoração aos dez anos do Bolsa Família realizado na quarta em Brasília, Lula disse a jornalistas que tinha herdado de Fernando Henrique Cardoso um país muito "inseguro " e com nenhuma estabilidade na área econômica.

Para Aécio, potencial candidato à Presidência da República em 2014, as reações de Lula demonstram falta de serenidade. "Essas últimas aparições e falas do presidente Lula não são de quem está sereno, de quem está confiante. Não há como brigar com a realidade", afirmou.

Em tom irônico, o tucano considerou ainda que entre as virtudes do ex-presidente Lula estava a de dar continuidade nos programas sociais criados na gestão FHC e na área econômica. "O presidente Lula teve duas importantes virtudes no seu governo, quando ele dá sequência e amplia os programas sociais e quando, contrariando o discurso de sua campanha, mantém a política macroeconômica do governo anterior, aquilo que nós chamamos de tripé macroeconômico", disse.

"Portanto é uma bobagem. Ele esqueceu o que vem antes dele. Acho que é uma demonstração de fragilidade e de grande incoerência", acrescentou.

Campanha. Em um segundo momento, Aécio também focou suas críticas à presidente Dilma Rousseff. Para Aécio, a presidente fez um ato de campanha ao realizar o evento dos dez anos do Bolsa Família, na quarta-feira. "A presidente não tem uma agenda de presidente, tem uma agenda de candidata. Os brasileiros pagaram, porque foi feito com dinheiro público, um ato de campanha eleitoral. Nada havia ali de governo, mas ao custo do governo", afirmou.

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