Para Aécio, pesquisa não é tudo

Candidatura não pode ser imposta, diz governador

Eduardo Kattah, BELO HORIZONTE, O Estadao de S.Paulo

10 de dezembro de 2008 | 00h00

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que "ninguém impõe uma candidatura" e a decisão sobre o presidenciável tucano "ainda está longe de ser tomada". Para ele, o cenário de crise global reforça a idéia de que o candidato deve ter, sobretudo, capacidade de articular e construir "uma nova e grande convergência".Indagado sobre a pesquisa Datafolha que apontou o favoritismo do governador de São Paulo, José Serra, com quem trava uma disputa interna no PSDB pela indicação em 2010, Aécio avaliou que o resultado é um instrumento importante para a definição do presidenciável, "mas não pode ser o único".O governador também fez questão de comemorar os números da pesquisa, ressaltando que jamais disputou uma eleição presidencial. "Apareço na pesquisa espontânea com 4% dos votos, enquanto o meu companheiro, o grande governador de São Paulo, aparece com 6%", disse. "Recebi com enorme alegria os dados dessa pesquisa. Não esperava que pudesse ter um reconhecimento tão amplo da população do Brasil hoje."Aécio se encontrou anteontem com Serra em São Paulo, horas depois de o tucano paulista cometer um deslize, afirmando que não estará à frente do governo estadual em 2010 e 2011. O mineiro reiterou que considera o final de 2009 o momento "mais adequado" para uma definição em relação à candidatura."Temos ainda uma longa estrada a percorrer e estarei discutindo com o Brasil idéias. Obviamente, ninguém impõe uma candidatura, mas eu digo com muita franqueza: essa decisão ainda está longe de ser tomada no meu partido", acrescentou.Ele tenta se contrapor a Serra difundindo a necessidade de um candidato oposicionista com perfil mais agregador, com capacidade de arregimentar forças de centro-esquerda que hoje integram a base de sustentação do governo Lula."Vejo o Brasil absolutamente maduro para, aproveitando os benefícios e avanços do governo Itamar Franco e Fernando Henrique, somados àqueles que eu reconheço conquistados no governo Lula, construir uma nova e grande convergência", insistiu. "Em tempos de crise, essa convergência e soma de esforços se faz mais relevante."

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