Andre Arbex/Estadão
Andre Arbex/Estadão

Para Aécio, panfletos do PT revelam ‘abuso de poder político’

Tucano diz que distribuição de material sem estampa de controle dos Correios é improbidade e mostra ‘visão patrimonialista’

Bruna Lage, ESPECIAL PARA O ESTADO

20 de setembro de 2014 | 14h08

IPATINGA - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves (PSDB), classificou ontem como abuso de poder político e improbidade administrativa o envio de panfletos da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) a cidades do interior paulista sem os controles internos dos Correios. 

O Estado revelou que a estatal abriu uma exceção e permitiu o envio de cerca de 4,8 milhões de panfletos sem a chamada chancela – estampa padrão que assegura que o objeto foi postado e enviado corretamente. O Ministério Público que atua no Tribunal de Contas da União pediu a abertura de uma inspeção nos Correios para apurar o caso. 

No Vale do Aço mineiro, onde cumpriu agenda pela manhã de carreata pelas ruas das cidades de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, no Vale do Aço mineiro, Aécio foi questionado sobre o assunto. “Em primeiro lugar é crime de abuso de poder político e improbidade administrativa. Essa visão patrimonialista do PT, de considerar empresas públicas como seu patrimônio, tem que ter um fim”, disse o tucano.

O PSDB já anunciou que vai entrar amanhã com ação por abuso de poder político no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Dilma pelo uso dos Correios para a distribuição dos panfletos eleitorais. O coordenador jurídico da campanha tucana, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), fez anteontem uma representação na Procuradoria da República do Distrito Federal contra Dilma, o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, e o diretor regional da empresa no interior paulista, Divinomar Oliveira da Silva. Sampaio pede que eles sejam processados por improbidade administrativa.

Anteontem, Dilma disse que “se a campanha cometeu equívocos, vai prestar conta”. Ela, porém, chegou a classificar o caso de “factoide”. 

Petrobrás. Sobre as suspeitas envolvendo a Petrobrás, Aécio cobrou que as investigações não fiquem “apenas nesse ex-diretor Paulo Roberto (Costa)”.

“As informações que circulam é que, cada vez mais, chega-se perto da construção ou da cabeça desse núcleo de corrupção”, afirmou o candidato do PSDB. “É preciso que as investigações se aprofundem, porque o que fizeram com nossa maior empresa pública é um crime .”

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