Para Aécio, negociações ainda não estão "feridas de morte"

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, (PSDB) considerou que as negociações em torno da reforma da Previdência ainda não estão "feridas de morte". De acordo com ele, os governadores tem posições divergentes em relação aos últimos entendimentos travados entre o governo federal e o Judiciário na definição do teto e subteto das aposentadorias. No entanto, Aécio disse que os estados não estão colocando nada que inviabilize a magistratura. Ele admitiu, porém, que em determinados momentos há uma certa "descoordenação" entre a ação dos governadores nos compromissos assumidos e a ação da base do governo no Congresso. De acordo com o governador mineiro, neste momento é preciso respeitar a atuação do Congresso Nacional e que os parlamentares apresentarão uma reforma justa do "ponto de vista social e viável do ponto de vista atuarial". Ele afirmou ainda esperar que "a cada semana não tenhamos mais recuos e que as modificações se mantenham no limite em que ainda valha a pena a realização da reforma previdenciária."Segundo Aécio, esses foram os motivos pelos quais foi cancelada a reunião prevista para hoje entre os governadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A única razão que justificaria uma nova reunião é para concluir entendimentos em torno da reforma tributária, o que poderá ocorrer na próxima segunda-feira", afirmou.De acordo com ele, essa discussão sobre a reforma tributária deve ter um caráter decisivo, seja no atendimento ou não do que os governadores pleiteiam. Entre estes pontos estão a participação dos Estados na repartição de recursos da CPMF e da Cide, além do ressarcimento aos estados exportadores com a constituição de um fundo de compensação.Com relação às negociações da dívida dos Estados com a União, Aécio reiterou que essa não é uma prioridade dos governadores no momento. Embora admita que há uma preocupação com o assunto, ele disse que a idéia é deixar a discussão no plano secundário.

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