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Para Aécio, Lula atenderá reivindicação dos governadores

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem cinco governadores vão se reunir na tarde desta terça-feira, vai acolher as propostas dos Estados sobre a reforma tributária. Aécio, no entanto, afastou qualquer possibilidade de os governadores condicionarem a aprovação das reformas ao atendimento dos pleitos, que apresentaram hoje aos ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e da Casa Civil, José Dirceu, em reunião no Planalto. "É adequado e prudente que aguardemos a palavra final do presidente Lula", disse. "Vamos aguardar. Não se trata de jogar um contra o outro." Ele afirmou que a primeira reunião realizada hoje com os ministros foi de avaliação técnica e que o governo federal continua tendo nos governadores um alicerce importante para fazer as reformas. "Prefiro ter muita cautela neste momento, pois é possível e necessário avançarmos. As reformas têm de atender ao equilíbrio federativo", afirmou Aécio.O governador do Amazonas, Eduardo Braga (PPS), deixou claro que há espaço para o governo compartilhar com os Estados a arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e que a discussão sobre a criação de um fundo para compensar os Estados pela desoneração dos produtos de exportação ainda está em curso, pois não há consenso sobre o tamanho desse fundo.O governo não quer ceder à proposta dos governadores, que pedem um fundo no valor de R$ 8,9 bilhões anuais, e só acena com R$ 6 bilhões. "A decisão será uma decisão política a ser adotada pelo presidente Lula", disse Braga.Já o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), considera importante para evitar futuros problemas políticos, a manutenção de um clima de harmonia entre os governadores e o governo federal. Segundo ele, isso é importante para sinalizar ao mercado que, no Brasil, há um acordo entre os Estados e a União para manter ajustadas as contas públicas. "Esperamos que esse assunto seja resolvido ainda hoje, pois haveria um desestímulo muito grande em relação às reformas", afirmou Perillo. "Temos ainda uma chance grande de sermos atendidos." Ele aguarda ainda uma posição favorável do governo, na reunião com o presidente Lula.

Agencia Estado,

22 de julho de 2003 | 16h06

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