Para Aécio, Bolsa Família não deve ser herança

Dentro da estratégia de tentar popularizar a sua imagem, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato à presidência em 2014, participou na noite desta quinta-feira do Programa do Ratinho (SBT). Sentado ao lado do apresentador, o tucano defendeu que o Bolsa Família não seja uma herança de pai para filho. "Não acho justo. É muito pouco para o Brasil o pai deixar de herança para o filho dele o cartão do Bolsa Família. É preciso mais. Temos que qualificar essas pessoas", disse.

ERICH DECAT, Agência Estado

24 de maio de 2013 | 00h21

Ao ser questionado se mudaria o programa, o senador disse que não e que a ideia adotada pelo atual governo nasceu na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). "O Bolsa Família é uma criação nossa. Os programas de transferência de renda foram criados por nós. O programa social do Lula era o Fome Zero, lembra? Tem que ter memória boa porque desapareceu há muito tempo e ninguém mais se lembra", afirmou.

Apesar do tom irônico, disse que Lula era seu "amigo", porque quando o petista foi presidente da República manteve uma boa relação com Minas Gerais, governada na época por Aécio. Questionado pelo apresentador se teria o apoio do ex-governador José Serra numa possível campanha presidencial de 2014, Aécio deu uma resposta de "mineiro".

"Nós sabemos que se nós não estivermos unidos, nada vai adiantar. O Serra é um homem de partido, ele tem enorme responsabilidade com o país. Tenho um respeito enorme por ele. Tenho certeza que ele vai apoiar o candidato do PSDB, qualquer que seja ele". Além de não querer causar polêmica em relação ao nome de Serra, Aécio também elogiou projetos do governador Geraldo Alckmin, como o combate às drogas e a maioridade penal. Também está no radar de Aécio a tentativa de conquistar o eleitorado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

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