Para Aécio, decisão de prender Santana comprova propina da Petrobrás na campanha de Dilma

Na avaliação do presidente do PSDB, fato 'é o de mais grave que ocorreu na Operação Lava Jato até aqui' e mudará abordagem do TSE em relação às ações movidas pelo partido para cassar o mandato da presidente e do vice

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2016 | 20h45

BRASÍLIA - O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) afirmou nesta segunda-feira, 22, em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tenpo real da Agência Estado, que a decisão do juiz Sérgio Moro de mandar prender o marqueteiro João Santana comprova que houve propina com recursos da Petrobrás abastecendo a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

"Sem dúvida nenhuma, na nossa avaliação é o de mais grave que ocorreu na Operação Lava Jato até aqui", disse ele, ao ressaltar que o fato mudará a abordagem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá em relação às ações movidas pelo PSDB para cassar o mandato de Dilma e do vice, Michel Temer.

O tucano observou que, antes da decisão de Moro, já existia depoimentos e delações premiadas que indicavam o suposto financiamento irregular da campanha à reeleição de Dilma. E que agora não é mais o PSDB alegando crimes, mas sim um mandado judicial respaldando as suspeitas.

Aécio disse que nesta terça-feira, 23, pedirá ao TSE a inclusão nas ações do PSDB dos documentos e da decisão que fundamentou o decreto de prisão de Santana. Ele também vai requerer ao tribunal que tome o depoimento de Zwi Skornicki, apontado pela Polícia Federal como o operador de propinas do esquema envolvendo o marqueteiro.

Questionado se a decisão de Moro fortalece a saída via TSE, em que poderia haver novas eleições este ano, o presidente do PSDB afirmou que as denúncias restabelecem todas as possibilidades: a saída do tribunal ou o impeachment de Dilma com a assunção do vice Michel Temer. "Temos um governo que está nas cordas hoje e incapaz de reagir", disse. "Qualquer saída é possível", completou.

Reservadamente, Aécio tem se mostrado favorável à solução do TSE em que poderia concorrer, como um dos favoritos, a uma nova eleição ainda em 2016.

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