Para advogado, Gushiken não tinha ligação com mensalão

"Eu acreditava na exclusão de Luiz Gushiken, porque nunca houve nenhum relacionamento dele com os fatos", afirmou o criminalista José Roberto Leal de Carvalho, que defende o ex-ministro da Comunicação nos autos do mensalão. Ontem, a Procuradoria-Geral da República disse que não havia provas contra Gushiken, e por isso eleve deveria ser absolvido.

AE, Agência Estado

08 de julho de 2011 | 08h39

Leal anotou que Gushiken "foi denunciado por coautoria naqueles supostos desvios da diretoria de marketing do Banco do Brasil". Segundo ele, "a própria oposição (na Câmara), ao ouvir o então diretor de marketing, disse que ele estava mentindo".

"No Supremo Tribunal Federal a denúncia contra Gushiken foi recebida por apenas um voto de diferença. A ministra Carmen Lúcia, que tinha inicialmente votado pela exclusão (de Gushiken), diante de uma interferência muito dura e sem motivação alguma do ministro Joaquim Barbosa, mudou de voto. Eu tinha convicção de que Gushiken seria excluído", declarou o advogado.

José Luís Oliveira Lima, defensor do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), disse ontem à noite que ainda não conhecia os termos das alegações finais do Ministério Público Federal. "Eu não tive acesso à peça da acusação, mas independentemente de seu teor tenho total convicção que ao final do processo o ex-ministro José Dirceu será absolvido."

O criminalista Alberto Zacharias Toron, defensor do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) - denunciado por lavagem de dinheiro, corrupção e peculato - , declarou: "João Paulo sequer foi acusado de pertencer à quadrilha. As acusações contra ele não foram comprovadas no decorrer da instrução processual e serão agora definitivamente rebatidas".

Tales Castelo Branco, que defende o publicitário Duda Mendonça - acusado de lavagem de dinheiro e manutenção de contas no exterior - observou que as alegações são uma ratificação da denúncia. "No mérito, tendo em vista que ele (Duda) tinha dinheiro no exterior e espontaneamente admitiu o fato e recolheu os tributos devidos, o crime desapareceu. Há previsão legal para isso. O crime precedente para fixar a ocorrência da lavagem de dinheiro desapareceu, o fato anterior desapareceu. Não há que se falar em lavagem. Essa será a nossa tese nas alegações finais."

Antonio Sérgio de Moraes Pitombo, que defende os investidores Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg - denunciados por quadrilha e lavagem - disse que a acusação "evidencia o desconhecimento do Ministério Público Federal sobre a própria estrutura do crime de lavagem". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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