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Para adversários, candidatura de irmão de Geddel na Câmara se enfraquece com operação da PF

Operação 'Cui Bono?' apreendeu documentos no apartamento funcional onde Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) mora na capital federal; deputado pretende disputar a 1ª vice-presidência da Casa

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2017 | 17h56

BRASÍLIA - Grupos adversários e até aliados do deputado Lúcio Vieira Lima (BA) apostam que a operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira, 13, deve enfraquecê-lo na disputa pela 1ª vice-presidência da Câmara no início de fevereiro deste ano. Nos bastidores, esses parlamentares avaliam que a operação pode ter desdobramentos nas próximas semanas que atinjam diretamente o parlamentar baiano, tornando sua candidatura inviável.

A PF deflagrou a Operação 'Cui Bono?' hoje para apurar suposto esquema de fraudes na Caixa Econômica. O irmão de Lúcio, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), foi um dos principais alvos. A única citação a Lúcio foi em pedido feito por investigadores à Justiça de autorização para busca e apreensão de documentos no apartamento funcional onde ele mora na capital federal e Geddel morou quando era ministro. A solicitação foi negada pela 10ª Vara Federal de Brasília, por ele ter foro privilegiado.

Lúcio disputa a indicação para 1ª vice-presidência da Câmara com pelo menos outros quatro deputados do PMDB: José Priante (PA), Elcione Barbalho (PA), João Arruda (PR) e Osmar Serráglio (PR). O cargo - o mais cobiçado hoje depois da presidência da Casa - caberá ao PMDB, porque o partido tem a maior bancada da Câmara, com 64 deputados. Lúcio e Priante eram, até ontem, considerados os favoritos.

A avaliação de parlamentares ouvidos pelo Broadcast Político é de que a operação da PF deflagrada nesta sexta-feira deve ter desdobramentos nas próximas semanas, justamente quando a campanha para as eleições da Mesa Diretora se intensificação. Caso Lúcio seja atingido diretamente, eles avaliam que o peemedebista baiano ficará desgastado não só na bancada do PMDB, mas perante deputados de outros partidos.

Defesa. Ao Broadcast Político, Lúcio diz estar tranquilo com as investigações da Polícia Federal. O deputado baiano afirmou que a busca e apreensão em seu apartamento funcional foi pedida a Justiça pelos investigadores apenas porque ele dividia a moradia com o irmão. "O que adversários falam não me preocupa, até porque isso demonstra que a minha candidatura é a favorita. Tomo isso como reconhecimento da força da minha candidatura", afirmou.

O deputado baiano afirmou que continua candidato e que a receptividade a sua candidatura continua sendo "a melhor possível". "Não enfraquece em nada minha candidatura. Continuo candidato e não parei um minuto de pedir voto", declarou. "Estou colocando à disposição da Câmara é meu perfil, minha disposição, minha atuação, no momento em que a Casa precisa de gente que tenha coragem para fazer enfrentamentos que recuperem a autoestima da Casa", acrescentou. 

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