Para acompanhar registro da Rede, Marina participa de evento pela web

Ex-senadora havia confirmado presença em fórum na capital paulista, mas, em semana decisiva para criação de seu partido, permaneceu em Brasília

Isadora Peron - O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2013 | 13h29

A ex-senadora Marina Silva optou por participar de um evento em São Paulo por videoconferência nesta segunda-feira, 30, para não se distanciar de Brasília na semana em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai votar o pedido de criação do seu novo partido, a Rede Sustentabilidade.

Marina, que já havia confirmado presença há alguns meses no fórum sobre produtividade promovido pela revista Exame, usou o recurso tecnológico para não faltar ao compromisso.

A ex-senadora tem nesta segunda-feira uma audiência com a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, para conversar sobre a situação da Rede, que não conseguiu reunir o número de assinaturas exigidas por lei e corre o risco de ficar de fora das eleições de 2014. Segundo o último levantamento da Rede, cerca de 470 mil assinaturas foram certificadas nos cartórios eleitorais. A legislação exige 492 mil.

A análise do registro da sigla na corte deve ocorrer entre quarta e quinta-feira. O prazo final para criação de um partido, para habilitar-se a disputar o próximo pleito, é sábado, dia 5.

Falta de investimento. Durante sua participação no evento, Marina afirmou que o problema para a falta de competitividade no Brasil é a baixa taxa de investimento. "Não transformamos as vantagens comparativas do Brasil em competitivas", disse ela. Marina classificou como precária a infraestrutura do Brasil e afirmou que o problema não é apenas "a (infraestrutura) física com a perda de 30% da produção até chegar aos portos, mas a humana, com a falta de investimentos em educação".

A ex-ministra do Meio Ambiente criticou com ironia a falta de reformas, necessárias, segundo ela, no Brasil, durante os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. "O sociólogo não fez a reforma política e o operário não fez a reforma trabalhista".

Por outro lado, elogiou a estabilidade econômica e a distribuição de renda dos governos FHC e Lula. "Infelizmente o atraso na política, o poder pelo poder e a agenda do curto prazo", afirmou. / Colaboraram Gustavo Porto e José Roberto Castro

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