Para ACM, lista chegou como uma "surpresa"

O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse, em seu depoimento perante o Conselho de Ética do Senado, que o senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) lhe levou o envelope com a lista de votação da cassação do ex-senador Luiz Estevão, e o ofereceu a ele como uma "surpresa". "Fiquei surpreendido", disse o senador baiano. ACM disse que foi Arruda quem lhe pediu que telefonasse à ex-diretora do Prodasen, Regina Célia Borges. ACM disse que não denunciou Arruda, na época, para que a cassação de Estevão não fosse revertida, e porque não havia certeza de que a lista fosse verdadeira. "Se fui omisso, o fiz em nome do Senado", disse. E completou: "Destruí, depois que ele (Arruda) saiu, a lista". O senador baiano disse que, depois de destruído o documento, passou a "desconhecê-lo", para proteger o Senado Federal de novos escândalos. Falando sobre Arruda, ACM disse que o senador "foi um eficiente parlamentar", que trabalhou muito em favor do governo Fernando Henrique Cardoso.Magalhães reafirmou que não autorizou nenhum senador a procurar funcionários do Prodasen. ACM disse que não deu nenhuma "incumbência" a Arruda, para que checasse a inviolabilidade do painel de votação da Casa. O senador baiano afirmou que, se tivesse alguma dúvida sobre o painel, teria se dirigido pessoalmente ao Prodasen.

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