''Papelório é vazio e requentado'', diz advogado

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Por Fausto Macedo e Roberto Almeida
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Para o advogado Nélio Machado, defensor de Daniel Dantas, o novo relatório da Polícia Federal é "um papelório requentado, vazio, sem conteúdo, que não resiste a um exame sério". Ele considera que o documento "é uma réplica do anterior (assinado pelo delegado Protógenes Queiroz), é um inquérito maculado desde o início, um devaneio". Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado (PT-SP), indignou-se com a citação a seu nome. "Se a linha do delegado Saadi é essa, então não é verdade que ele tenha vindo para desidratar as irregularidades do Protógenes. Está fazendo isso com espírito de corpo, está tentando salvar um inquérito completamente contaminado. Nunca fui intimado para prestar declarações. Eu não falei com políticos, nem com a imprensa, como diz o relatório. Não sou lobista, sou advogado de Daniel Dantas." O advogado Marcelo Leonardo, defensor do empresário Marcos Valério, não foi localizado ontem à noite. Valério está preso há 40 dias, na Penitenciária de Tremembé (SP), acusado pela Operação Avalanche por corrupção ativa. Carla Cicco, ex-presidente da Brasil Telecom, não foi localizada. "O relatório é um aprofundamento do que já foi reunido, reforça a investigação em relação aos crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta e temerária e evasão de divisas", assinala o procurador da República Rodrigo de Grandis, acusador de Daniel Dantas. O procurador avalia que o documento da PF "traz uma boa evolução dos fatos, desde a privatização das teles, até que ponto o Opportunity lucrou e geriu fraudulentamente, através de Daniel Dantas, algumas instituições financeiras vinculadas ao grupo".

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