Papel do MPF é investigar, diz presidente do Instituto Lula

Em depoimento recente, Marcos Valério afirmou ter recebido ameaças de morte de Paulo Okamotto após a revelação do escândalo do mensalão

Daiene Cardoso e Gustavo Porto, da Agência Estado

09 de janeiro de 2013 | 13h05

Atualizado às 13h55

O diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse nesta quarta-feira, 9, que não se opõe à possibilidade de o Ministério Público Federal (MPF) investigá-lo sobre as acusações do operador do mensalão, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. "Se o Ministério Público tem algum elemento de credibilidade e acha relevante fazer a investigação, acho que tem mais é de fazer. Esse é o papel do Ministério Público", reagiu Okamotto, se referindo ao depoimento de Marcos Valério onde relatou ter sido ameaçado de morte por ele.

Segundo o Estado, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu remeter à primeira instância as acusações de Valério de que o esquema do Mensalão pagou despesas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Okamotto não se pronunciou sobre a decisão do MPF referente a Lula e disse não ter lido a reportagem do jornal.

Em férias. A assessoria de comunicação de Lula informou que não há nenhuma posição oficial do ex-presidente sobre o encaminhamento das investigações sobre ele ao Ministério Público. Segundo a assessoria, que considerou "incorreta" a reportagem, não há uma posição sobre o assunto porque não há decisão oficial da Procuradoria em encaminhar o processo para a primeira instância.

Inicialmente, a assessoria do Instituto Lula não quis informar o paradeiro do ex-presidente da República, mas disse em seguida que ele estaria viajando com a família pelo "litoral brasileiro" e que deve retornar a São Paulo na próxima semana.

Nota oficial. "Em relação à manchete de primeira página do jornal O Estado de S. Paulo de hoje, segundo a qual o ‘MPF vai investigar Lula’, lamento profundamente que o jornal tenha induzido ao erro seus leitores e outros órgãos da imprensa, já que não há hoje nenhuma decisão oficial sobre o assunto por parte da Procuradoria-Geral da República, de acordo com manifestação oficial do órgão desmentindo a matéria. Estranho tal equívoco na primeira página de um jornal tão tradicional como O Estado de S. Paulo, e prefiro acreditar que não existiu nenhum viés mal-intencionado no ocorrido."

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