Papéis afastam suspeita sobre Graça, diz empresa

Petrobrás diz que enviou documentos ao TCU que comprovam transferência de bens da presidente a partir de junho de 2013

FERNANDA NUNES / RIO , O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2014 | 02h01

A Petrobrás informou ter enviado anteontem ao Tribunal de Contas da União documentos que comprovariam que a doação de três imóveis da presidente Graça Foster ao casal de filhos foi iniciada em junho do ano passado, antes da decisão do TCU, em 23 de julho passado, de bloquear os bens dos diretores envolvidos na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A aquisição é investigada pelo TCU e por Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso.

Em nota oficial, a empresa sustenta que o envio dos documentos ocorreu voluntariamente e não por determinação do TCU. Entre os documentos, segundo a Petrobrás, estão as avaliações dos imóveis, certidões, verificação do valor dos custos e tributos incidentes, elaboração das minutas de escrituras e sua posterior formalização, além de registros imobiliários.

A informação de que Graça e o ex-diretor da área Internacional Nestor Cerveró teriam se desfeito de bens em nomes dos filhos após estourar escândalos envolvendo a refinaria levou o tribunal a interromper a sessão, na quarta-feira, em que decidiria sobre a inclusão da presidente da estatal no processo sobre Pasadena.

O relator do caso, ministro José Jorge, já disse que, se confirmadas, as transferências de imóveis podem ser consideradas tentativa de burlar a determinação do TCU de tornar indisponíveis os bens. A medida visa garantir que, se responsabilizados por prejuízos à estatal, os acusados tenham recursos para ressarci-la.

O texto divulgado pela Petrobrás destaca, a favor de Graça, que, até o momento, não há decisão do TCU de incluí-la no acórdão que decidiu pelo bloqueio de bens de ex-diretores.

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