Papa recebe FHC e peregrinos brasileiros

O Papa João Paulo II recebeu hoje o presidente Fernando Henrique Cardoso e sua comitiva, que vieram a Roma para canonização de Madre Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A audiência ocorreu às 11 horas (6 horas de Brasília) e durou cerca de 30 minutos. Participaram, além de Fernando Henrique e Ruth Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, com suas mulheres; os presidentes do Senado, Ramez Tebet, e da Câmara dos Deputados, Aécio Neves. Apenas três repórteres, dois fotógrafos e um cinegrafista puderam entrar, por alguns instantes, na sala onde se realizou o encontro.Em razão dessa audiência, o papa chegou dez minutos atrasado ao compromisso seguinte, que era uma audiência geral para peregrinos brasileiros, espanhóis e de três regiões italianas que também vieram a Roma para a canonização de cinco beatos de suas cidades, no domingo. O Papa entrou no auditório Paulo VI numa espécie de palanque móvel, acompanhado de dois cardeais. No auditório esperavam por ele mais seis cardeais, entre os quais o arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Humes, e arcebispo emérito do Rio de Janeiro, dom Eugênio de Araújo Sales. Cerca de 5 mil pessoas participaram do encontro.O Papa fez uma saudação em italiano de cerca de 20 minutos, falando da festa de Pentecostes, celebrada ontem, e das virtudes dos novos santos. Ao falar sobre Madre Paulina, ele leu um texto em português, lembrando do trabalho que ela fez pelos pobres e doentes do Brasil.MilagreO discurso foi interrompido várias vezes por aplausos e cânticos. No final, o Papa recebeu os cumprimentos individuais de cerca de 40 pessoas. Ao chegar a vez da menina Iza Bruna Vieira de Souza, que foi beneficiada por um milagre atribuído a Madre Paulina, ele a abraçou carinhosamente e lhe deu um beijo no rosto. Iza foi até o Papa acompanhada pela mãe Francisca Mabel, pelo irmão Ramon e pelo seu tio Pablo. Sete irmãzinhas da Imaculada Conceição também cumprimentaram o papa e lhe ofereceram de presente duas peças de renda, uma de São Paulo e outra de Santa Catarina, para confecção de toalhas de altar. Madre Paulina era tecelã. No domingo, na hora da canonização, as irmãs haviam dado ao Papa como relíquia, um pedaço do osso da mão esquerda de Madre Paulina. O papa estava cansado, mas com a voz bastante firme. Ao retirar-se do auditório, ele voltou-se três vezes para o público e voltou a abençoá-lo com o sinal da cruz.

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