Pão de Açúcar divulga ONU nas sacolas

O Grupo Pão de Açúcar, maior rede de varejo do País, com faturamento de R$ 12,8 bilhões em 2003, assina hoje acordo com o representante do Programa das Nacões Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Carlos Lopes, que prevê a divulgação dos princípios do Global Compact, o chamado Pacto Global, e da Declaração do Milênio, em 340 milhões de sacolas de supermercados da rede, presente em 12 Estados do País com 500 lojas. O objetivo é tornar público o compromisso de países, empresas, governos e organizações com princípios como o direito à vida, ao trabalho e até ao lazer, passando pela erradicação da fome e do trabalho escravo. Segundo o diretor-executivo do Grupo Pão de Açúcar, Hugo Bethlem, essa foi uma forma simples e democrática que a rede encontrou para exercer o seu papel de empresa participante do Global Compact, programa presidido e idealizado pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan. "Queremos levar essas mensagens a um número maior de pessoas, para que a sociedade se comprometa com esse pacto global". Bethlem diz que foi o projeto Caras do Brasil a credencial que levou a ONU a convidar a empresa a participar do Global Compact. Uma iniciativa de Annan que visa atenuar efeitos negativos da globalização da economia por meio de novas alternativas de emprego e renda. O projeto Caras do Brasil, que começou a ser esboçado no fim de 2002, ganhou forma em agosto do ano passado e nasceu da intenção da rede de ampliar o leque de fornecedores com produtos regionais, conta hoje com 33 fornecedores de 16 Estados. De geléia a mel, pano de prato a café orgânico, esses produtos estão nas prateleiras de quatro supermercados de São Paulo - Jardim Paulista, Gabriel Monteiro da Silva, Morumbi e Alphaville. "Nessa fase inicial, tivemos que testar a capacidade dos fornecedores. Agora, vamos iniciar a expansão, levando o projeto a mais dez lojas até julho e as outras 10 no Estado do Rio", diz o executivo. Com isso, a rede pretende ampliar também os fornecedores, levando renda a outras comunidades, além das que já participam, como os índios do Xingu que produzem mel. O peso dos mais de 200 itens do Caras do Brasil nas vendas da rede é pequeno e, em alguns casos, paga-se mais pelo produto, como o café Pico Alto, que a cearense Comcafé cultiva no Maciço do Baturité sem o uso de agrotóxicos. Só que esses produtos, diz Bethlem, têm o diferencial de contribuir para a renda dessas comunidades e de oferecer ao consumidor produtos com sabor de responsabilidade social.

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