Pantoja é condenado a 228 anos por mortes em Carajás

O Coronel Mário Colares Pantoja, acusado de ter comandado policiais militares no confronto ocorrido em abril de 1996 em Eldorado do Carajás, que resultou na morte de 19 sem-terra, foi condenado a 228 anos de prisão no julgamento que terminou na madrugada desta quarta-feira em Belém, no Pará. O capitão Raimundo Almendra, que também participou do conflito, foi absolvido. Pantoja foi condenado a 12 anos de reclusão por cada um dos 19 mortos, porém, como é réu primário e tem bons antecedentes, poderá apelar da sentença em liberdade. O major José Maria Pereira Oliveira, comandante do Batalhão da PM em Parauabepas na época do conflito, foi dispensado e seu julgamento remarcado para a próxima terça-feira. O corpo de jurados é formado por quatro mulheres e três homens. Até o início do mês de junho serão julgados outros 149 militares envolvidos no confronto.

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