Foto: FABIO MOTTA|ESTADÃO
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Pansera e Marcelo Castro devem continuar ministros

Eleito deputado federal pelo PMDB, Celso Pansera afirmou que pode voltar para a Câmara para votar contra a saída da presidente Dilma Rousseff; Marcelo Castro faz parte da cota de Leonardo Picciani

Igor Gadelha e Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2016 | 12h28

Brasília – Após conversar com os ministros do PMDB que são deputados, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), contou nesta terça-feira, 29, que teve a “impressão” de que Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Teconologia) devem permanecer no cargo. O líder do PMDB afirmou, contudo, que apoiará qualquer decisão que os ministros venham a tomar.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, confirmou na manhã desta terça que deseja ficar no comando da pasta. Ele reafirmou ser declaradamente contra o impeachment da presidente e, se for o caso, votará contra o pedido na Câmara – ele é deputado federal licenciado.

Para o ministro, os votos do PMDB a favor ou contra o impeachment só serão conhecidos no dia da votação. “Até lá, é muita fumaça e pouca realidade, muita nota plantada e pouco fato efetivo”, criticou.

Pansera disse, no entanto, que só anunciará sua decisão sobre a permanência no posto após o ato partidário. O ministro não participará da convenção, nesta terça, porque tem uma agenda na Bahia.

A especulação da saída de ministros do PMDB ganhou força após o partido anunciar que deve aprovar por aclamação o desembarque da legenda do governo durante reunião do Diretório Nacional do partido nesta terça-feira, 29. Nesta segunda-feira, Henrique Eduardo Alves (RN) já entregou o cargo de ministro do Turismo.

Pansera e Marcelo Castro foram indicados aos cargos por Picciani durante a reforma ministerial de outubro do ano passado. Desde então, o líder do PMDB se aproximou bastante do Palácio do Planalto, o que provocou seu afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desafeto político do governo Dilma.

Picciani disse ainda não ter conversado com o deputado Mauro Lopes (MG), que desde 17 de março está no comando da Secretaria da Aviação Civil. Lopes deve entregar sua carta de renúncia do cargo nesta terça-feira, após a reunião do PMDB, prevista para começar às 15h.

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