Palocci vai ao Senado amanhã discutir mínimo com aliados

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reúne-se, amanhã cedo, com as bancadas do PT e de outros partidos aliados no Senado, na tentativa de convencê-los a aprovar a medida provisória (MP) que fixou em R$ 260,00 o valor do salário mínimo vigente desde 1º de maio. Como parte do empenho do governo para aumentar a base de apoio no Senado à MP do mínimo, o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, está mantendo contatos com senadores e, hoje à noite, janta com o senador e ex-ministro da Educação Cristovam Buarque (PT-DF). Cristovam não exige cargo para votar a MP do mínimo, não quer favor do governo e concorda que o salário tenha que ser de R$ 260,00 porque o governo não pode dar mais. Mas só votará a favor da MP se o governo enviar ao Congresso um pacote de medidas sociais compensatórias. Há duas semanas, ele entregou aos líderes do governo e do PT no Senado, Aloizio Mercadante (PPT-SP) e Ildeli Salvatti (SC), um documento com 16 sugestões. "O governo tem que combinar o mínimo de R$ 260,00 com um choque social, se quiser aprovar a MP no Senado", afirmou Cristovam. Ele alega que, entre essas sugestões, algumas têm, pelo menos a curto prazo, custo zero para o governo. Entre elas estão a obrigatoriedade do ensino médio, a garantia de vaga na escola pública para as crianças a partir dos 4 anos de idade e o envio ao Congresso, pelo governo, de um terceiro projeto, este criando o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico, que só vai implicar gastos para o governo depois de aprovado, o que levará meses. Segundo o ex-ministro da Educação, embora não custem nada agora, muitas dessas medidas "sinalizam uma mudança na política social. E é isso que eu estou cobrando do governo", afirmou.

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