Palocci toma café da manhã com pefelistas e tucanos

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não conseguiu, na sua reunião de hoje com os líderes do PSDB e do PFL, convencê-los a aprovarem no Senado a Medida Provisória 107, que prevê aumento da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) para os bancos e a base de cálculo da contrinuição para as pequenas empresas e para profissionais liberais que declaram o imposto pelo lucro presumido. Essa MP e outras cinco estão desde hoje trancando a pauta do Senado A tentativa de Palocci de convencer tucanos e pefelistas foi feita em café da manhã, hoje, na residência do senador José Agripino Maia (RN), líder do PFL. O encontro ocorreu a pedido do ministro. Compareceram o líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), e o senador Tasso Jereissatti (CE), além do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). No encontro, o ministro fez da situação econômica do País uma exposição considerada realista por Bornhausen - portanto, nem otimista nem pessimista. "Mas ele (Palocci) não nos convenceu a aprovar o aumento de impostos embutido na MP 107", afirmou Bornhausen. O PFL, o PSDB e o PMDB fecharam, na semana passada, um acordo contrário aos dispositivos da proposta de reforma que prevêm aumento da taxação dos bancos e das empresas que declaram o IR pelo lucro presumido.

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