Palocci reafirma que em 2006 não é candidato a nada

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse à CPI dos Bingos, que muitas das denúncias surgidas no últimos meses estão ligadas a disputas políticas locais, em Ribeirão Preto, cidade da qual foi prefeito antes de assumir o cargo atual. "Toda vez que sou candidato a alguma coisa, essas denúncias aparecem", disse Palocci.Ele reafirmou, no entanto, que não vai ser candidato a nada nas próximas eleições e que pretende permanecer no ministério. "Se o presidente Lula concordar, quero continuar a fazer o meu trabalho no Ministério da Fazenda", disse o ministro. "Faz tempo que digo que não sou candidato a nada nessas eleições", acrescentou, explicando que se referia apenas à disputa eleitoral deste ano. "O futuro a Deus pertence", afirmou Palocci.O ministro da Fazenda também chamou a atenção dos parlamentares para o fato de que, muitas vezes, as denúncias apresentadas não são pautadas por uma postura de fiscalização da atividade pública, mas estão ligadas a uma questão política. Ele citou três casos noticiados recentemente, referentes ao período sua gestão em Ribeirão Preto, que já foram analisados pelo Supremo Tribunal Federal e arquivados: a compra de 41.787 cestas básicas , a compra de merenda escolar e de cestas básicas para pacientes em tratamento de saúde, e contratos para obras emergenciais feitos em 2002 por causa de enchentes ocorridas na cidade. Segundo Palocci, este último processo foi arquivado em 2003 pelo STF. O ministro leu um despacho em que o relator desse processo reclama do fato de que as representações contra ele, Palocci, tem motivação política.O ministro ressaltou que não critica a divulgação dessas denúncias por jornalistas, mas pediu que haja bom senso no tratamento dessas informações.VarriçãoO ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou à CPI dos Bingos, que promoveu um aumento da área de varrição no município de Ribeirão Preto, na época que era prefeito. "Não existem indícios de aumento de varrição. Isso é um fato, ocorreu o aumento" disse Palocci, em resposta a uma indagação do relator da CPI, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) sobre a contratação de empresa para esse serviço. O aumento da área de varrição, segundo Palocci, ocorreu em função de sua decisão de estender o serviço para bairros populares da cidade. Segundo Palocci, esse serviço de limpeza urbana estava restrito, anteriormente, ao centro de Ribeirão Preto. "Eu entendo que não é justo beneficiar apenas os moradores do centro com o serviço de varrição", afirmou. Ele também comentou que a prefeitura de Ribeirão Preto chegou a contratar em 2000, 3 mil pessoas sem carteira assinada, para fazer esse trabalho e que ao assumir a Prefeitura resolveu não renovar esse contrato que venceria em 30 dias, em função de manifestações contrárias do Ministério do Trabalho e do Ministério Público. Segundo Palocci as pessoas que foram desligadas desse convênio foram destinadas a cursos de formação profissional e alfabetização. Ele também explicou aos parlamentares que o contrato de varrição na prefeitura de Ribeirão Preto tem limites mínimo e máximo de valores de pagamento. Segundo ele, quanto mais o serviço é feito, maior o valor pago no contrato.

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