Palocci presidirá comissão da reforma tributária

Já o deputado Sandro Mabel (PR-GO) será o relator da proposta de emenda constitucional da reforma

Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo,

17 de abril de 2008 | 17h42

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou oficialmente que o deputado Sandro Mabel (PR-GO) será o relator da proposta de emenda constitucional (PEC) da reforma tributária na comissão especial da Casa criada para debater o assunto. Chinaglia anunciou também que o deputado Antonio Palocci (PT-SP), que foi ministro da Fazenda do governo Lula antes de Guido Mantega, será o presidente da comissão.   Veja também:  Veja os principais pontos da reforma tributária   Entenda o caso que envolve o ex-ministro Antonio Palocci    O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou oficialmente que o deputado Sandro Mabel (PR-GO) será o relator da proposta de emenda constitucional (PEC) da reforma tributária na comissão especial da Casa criada para debater o assunto. Chinaglia anunciou também que o deputado Antonio Palocci (PT-SP), que foi ministro da Fazenda do governo Lula antes de Guido Mantega, será o presidente da comissão.   Chinaglia afirmou que o fato de o deputado Mabel ter sido citado por suposto envolvimento no escândalo do Mensalão não o descredencia a ocupar a relatoria da comissão especial da Câmara que analisará a proposta de reforma tributária.   O presidente da Câmara disse o mesmo sobre Palocci, indicado para a presidência da comissão apesar de ter sido denunciado pelo Ministério Público Federal por envolvimento no episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que o acusava de freqüentar mansão, em Brasília, na qual estaria havendo repartição de dinheiro ilícito. Além disso, Palocci foi acusado de envolvimento em supostas irregularidades no exercício do cargo de prefeito de Ribeirão Preto (SP).   "O deputado Mabel foi citado no escândalo, mas foi absolvido por unanimidade no Conselho de Ética e também foi absolvido no plenário (da Câmara). Não há processo contra ele no episódio", declarou Chinaglia. "Porque alguém é mencionado isso não o descredencia. Não significa que deva ser condenado ao fogo eterno."   Chinaglia disse ainda que Mabel assumiu um compromisso com os líderes do governo e da oposição de fazer um trabalho coletivo. "Se os líderes da base entendem que os nomes deveriam ser apresentados, eu não poderia fazer julgamento pessoal de conteúdo ético e moral", acrescentou.

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