Palocci nega caixa 2 na campanha em Ribeirão

O ministro Antonio Palocci, afirmou hoje que todas as contribuições da empresa Leão & Leão para sua campanha eleitoral à prefeitura de Ribeirão Preto foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Não faria sentido nenhum ter contribuição oficial de uma empresa e depois receber uma contribuição extra-oficial", afirmou.Segundo o ministro, a Leão & Leão é uma empresa de qualidade, que presta serviços importantes de infra-estrutura na região e o relacionamento dele com a companhia é "transparente". "Eu pedi recursos para a minha campanha e isto tudo está registrado no TSE", disse.O ministro salientou que não ocorreu pagamento da Leão & Leão para o PT. "Um evento como esse, envolvendo meu secretário de Fazenda (Ralf Barquete), e o tesoureiro do partido (Delúbio Soares), por dois anos, não ocorreria sem que eu soubesse. Quero dizer que este procedimento não ocorreu", disse. Ele lembrou ainda que, em 2001, época das denúncias, o seu secretário Barquete não conhecia Delúbio e não poderia ter entregue os tais R$ 50 mil mensais da Leão & Leão a ele. BurattiAntonio Palocci disse ainda que pediu ao advogado Rogério Buratti para deixar o cargo de secretário de governo da prefeitura de Ribeirão Preto, em 1994, em função da gravação de uma conversa entre ele (Buratti)e uma empresa prestadora de serviço à Prefeitura. Nessa conversa, Buratti, segundo Palocci, teria falado sobre o resultado de nove licitações feitas pela prefeitura. O ministro disse que na época determinou a instalação de uma sindicância interna na Prefeitura e que a Câmara de vereadores do Município também instalou uma CPI. Além disso, o fato foi investigado, segundo Palocci, pelo Ministério Público de São Paulo.As três instâncias de investigação, segundo o ministro, chegaram à conclusão de que o conteúdo da conversa não correspondia ao resultado final das licitações, citadas no diálogo. Apesar disso Palocci disse que não chamou Buratti para voltar ao governo, por achar inadequado o fato de ele ter gravado uma conversa com uma prestadora de serviço da prefeitura de Ribeirão Preto. Segundo Palocci, Buratti teria dito que resolveu gravar a conversa por estar sendo pressionado, na época, por aquela empresa. Buratti, segundo Palocci, entendeu que esse seria um instrumento de defesa contra as pressões.]ProteçãoO governo procurou blindar o ministro da Fazenda na sessão de hoje da CPI dos Bingos. Palocci chegou acompanhado do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Jaques Wagner. Ao seu lado direito, na mesa da Comissão, está o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Também está na Comissão, entre os senadores, o ex-presidente José Sarney, que nunca tinha comparecido a uma reunião da CPI dos Bingos. No início da sua explanação, Palocci agradeceu a presença dos dois.

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