Palocci está sendo agredido e caluniado, diz ministro

O ministro da Integração Nacional Ciro Gomes afirmou, na manhã desta quinta-feira, que seria tão exótico quanto especial uma discussão no governo sobre a saída do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma reunião de coordenação nesta manhã, Ciro afirmou que tal encontro não tratou da possibilidade de demissão de Palocci. "O ministro é agente da confiança do presidente Lula. Só o presidente tem a atribuição de ajuizar da conveniência, da oportunidade, de ter este ou outro auxiliar em seu governo", afirmou. "Se me pedisse um palpite, eu diria que ele (Palocci) tem de ficar porque está sendo agredido, caluniado e não há nenhuma acusação que leve a uma conclusão", completou. Segundo Ciro, parte da oposição "perdeu qualquer limite e escrúpulo". "É um jogo de vale tudo, que se diz o que quiser. Nossa imprensa, incitada, publica", atacou.O ministro ainda sustentou que o depoimento do caseiro Francenildo Santos Costa "não foi espontâneo" e que nenhuma denúncia contra Palocci foi comprovada. "O País está vivendo o abuso gerando mais abuso. Isso não ajuda a Democracia", argumentou. Ciro fez essas declarações ao final da sessão de abertura de um seminário internacional sobre políticas de desenvolvimento regional.

Agencia Estado,

23 de março de 2006 | 15h09

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